
Cristina Wadner é advogada especializada em Direito Marítimo, Portuário, Aduaneiro e Direito Processual Civil. Aos 52 anos, que não aparenta, é uma mulher de beleza marcante, olhar profundo e personalidade forte. Mas poucos sabem que sua trajetória até aqui foi pavimentada com muito estudo, garra e dedicação.
O primeiro grande desafio veio aos 15 anos, quando engravidou e precisou interromper os estudos até que sua filha, Nathalia, completasse dois anos e pudesse frequentar uma creche em meio período. Retomar o ensino médio, cursar o pré-vestibular e finalmente ingressar na faculdade de Direito foram conquistas merecidas. Hoje, com 25 anos de experiência na área, é pós-graduanda em Direito Internacional pela PUC/PR, professora de pós-graduação EAD em Direito Marítimo pela Universidade Santa Cecília e professora convidada na Maritime Law Academy. Além disso, é membro da Associação Brasileira de Direito Marítimo e da Comissão de Direito Marítimo da OAB Santos.
A escolha pelo Direito surgiu naturalmente na adolescência, e a paixão pela profissão se fortaleceu ao longo do tempo. Durante a faculdade na Unimes, começou a trabalhar como telefonista na agência de navegação BG Agenciamentos (depois Unimar Agenciamentos) para garantir um salário e o plano de saúde. Desde o início, deixou claro para o chefe que desejava atuar como advogada e que permaneceria ali até encontrar uma oportunidade na área. “Três meses depois, ele me chamou para integrar o departamento jurídico.” Foi na faculdade que despertou seu interesse pelo Direito Marítimo, uma disciplina então presente na grade curricular. Durante três anos na agência, mergulhou no universo do setor, aprendendo com profissionais experientes e visitando escritórios especializados, como o de João Bento de Carvalho, que a ajudaram muito.
Após se formar, em 1998, continuou atuando como advogada da empresa até abrir seu próprio escritório, focado em Direito Marítimo, Portuário e Empresarial, com atendimento principalmente a armadores. Hoje, lidera uma equipe composta exclusivamente por mulheres: cinco advogadas assistentes e uma estagiária. “Quando me formei, havia pouca literatura sobre o tema, então a busca por conhecimento era na garra. Ainda hoje é necessário ensinar, e foi por isso que decidi formar uma equipe feminina. Prefiro passar meu conhecimento para mulheres”, explica.
Fonte: Portal Be News
